O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, o índice havia recuado 0,01%.
Com o resultado de agosto, o INPC acumula 3,17% no ano e 3,98% nos últimos 12 meses. O acumulado em 12 meses ficou abaixo dos 4,10% registrados no período anterior.
O índice acompanha a variação dos preços para famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, tendo como chefe uma pessoa assalariada. Por esse perfil, o INPC é uma referência importante em negociações e reajustes salariais.
Alimentação e produtos não alimentícios registram queda
A queda dos preços em agosto foi observada tanto entre os produtos alimentícios quanto entre os não alimentícios.
Os produtos alimentícios recuaram 0,34%, após queda de 0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios tiveram redução de 0,31%, revertendo a alta de 0,23% registrada no mês anterior. O comportamento desses grupos contribuiu para o resultado negativo do índice no mês.
Curitiba tem queda de 0,67%
Entre as áreas pesquisadas pelo IBGE, Curitiba registrou a menor variação, com queda de 0,67% em agosto. Na capital paranaense, contribuíram para o resultado os recuos nos preços da energia elétrica residencial, de 7,68%, e de emplacamento e licença, de 4,83%.
O que o resultado representa para os trabalhadores?
A variação do INPC é um dos indicadores considerados nas negociações coletivas, especialmente na discussão de reajustes salariais. O índice acumulado em 12 meses, de 3,98%, serve como referência para acompanhar a evolução dos preços e a perda ou preservação do poder de compra dos salários.
O resultado de agosto, portanto, integra o cenário econômico que será considerado nas negociações e na definição de reajustes das categorias profissionais.
Fonte: IBGE