As altas temperaturas não causam apenas desconforto durante a jornada. Para quem trabalha exposto ao sol ou em ambientes quentes, o calor pode aumentar o risco de desidratação, fadiga, mal-estar e outros problemas de saúde. Em situações mais intensas, a sobrecarga térmica também pode favorecer acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
O risco é maior em atividades que exigem esforço físico, principalmente quando realizadas ao ar livre. Temperatura, umidade, radiação solar, vento, intensidade do trabalho e até o tipo de vestimenta utilizada influenciam a quantidade de calor a que o trabalhador está exposto.
Calor também afeta a segurança
O organismo precisa gastar energia para manter a temperatura corporal. Quando a exposição ao calor é excessiva, podem surgir cansaço, desidratação e redução da capacidade de realizar as atividades com segurança. Por isso, a prevenção precisa considerar as condições reais do trabalho. A Fundacentro, instituição pública de Segurança e Medicina do Trabalho ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), coloca a importância de avaliar a exposição ao calor e adotar medidas para reduzir seus efeitos.
Entre as medidas preventivas estão a organização adequada das atividades, hidratação e períodos de recuperação em condições apropriadas, de acordo com a situação de exposição. A avaliação deve levar em conta tanto as condições ambientais quanto o esforço exigido pela atividade.
O que o trabalhador deve observar?
Em dias muito quentes, é importante ficar atento a sinais como fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, sede intensa e mal-estar. Esses sintomas não devem ser ignorados, principalmente quando aparecem durante uma atividade de esforço ou exposição prolongada ao calor.
A Fundacentro mantém o Monitor IBUTG, ferramenta gratuita que permite avaliar a exposição ocupacional ao calor em ambientes externos a partir de dados meteorológicos e das características da atividade.
O aumento das temperaturas e a ocorrência mais frequente de ondas de calor tornam o tema cada vez mais importante para a saúde e a segurança no trabalho. Calor excessivo não deve ser tratado apenas como uma condição incômoda da jornada: quando a exposição é intensa, também pode representar um risco ocupacional.