Paraná é o segundo estado com mais processos de assédio eleitoral no trabalho

O Paraná aparece em segundo lugar entre os estados brasileiros com maior número de processos de assédio eleitoral nas relações de trabalho, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pela Justiça do Trabalho. O estado concentra 14,6% dos processos analisados, ficando atrás apenas de São Paulo, que reúne 17,5% dos casos.

O levantamento analisou 662 processos relacionados ao assédio eleitoral ajuizados entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Até agosto de 2026, o número de processos registrados sobre o tema já chegou a 738.

Pressão pode atingir emprego e salário

A pesquisa mostra que o assédio eleitoral pode ocorrer de diferentes formas dentro do ambiente de trabalho. Entre os processos analisados, 81,9% apresentaram situações de terror psicológico, 67,4% envolveram o uso de meios virtuais e 61,7% tiveram algum tipo de intimidação econômica.

O WhatsApp aparece com destaque entre os meios utilizados. Foram identificados casos de envio obrigatório de mensagens políticas, criação de grupos para propaganda eleitoral e pressão para que trabalhadores divulgassem conteúdos políticos em suas próprias redes sociais.

A intimidação econômica também pode envolver ameaças relacionadas ao emprego, salário ou função. Em outras situações, trabalhadores são pressionados com promessas de benefícios ou vantagens em troca de apoio político.

Assédio eleitoral ocorre quando a relação de trabalho é utilizada para pressionar, constranger ou ameaçar alguém com o objetivo de influenciar sua escolha política. A pesquisa reforça a importância de proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores e impedir que o poder econômico ou a posição hierárquica sejam usados para interferir no voto.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho (TST)