História do STIQFEPAR

Fundado em 15 de março de 1956, primeiramente com o nome de Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Produtos Químicos para fins Industriais, de Produtos Farmacêuticos de Sabão e Vela, Tintas e Vernizes , Adubos e Colas, de Lavanderias e Tinturarias, do Vestuário do Estado. Em 1963, com uma divisão interna e a saída de alguns membros que criaram outra entidade mais específica, fundando, no mesmo ano, o Sindicato dos Farmacêuticos. Mas esse desmembramento enfraqueceu ambos Sindicatos que, em 1964, com a implantação da Ditadura Militar, foram fechados.

Em 1966, por determinação do Delegado Regional do Trabalho, foram convocadas novas eleições gerais para as duas Entidades e Adolpho Bauer resultou Presidente do Sindicato dos Químicos. Embora tenham iniciado em situação precária, sem sequer possuir uma sede, os diretores estavam dispostos a reerguer a Entidade. Somente em 1977 conseguiram alugar um conjunto comercial e, em Assembleia Geral foi decidido o licenciamento do Presidente, para que pudesse se dedicar, em tempo integral, à função de líder sindical.

Anos antes, Bauer havia iniciado negociação para novamente realizar a fusão dos Sindicatos, separados em 1963, fato que se concretizou em 10 de outubro de 1973 com o novo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Curitiba, cujas eleições para definição da Diretoria ocorreram em 15 de abril de 1974; concorrendo apenas uma chapa, constituída por: Adolpho Bauer (Presidente), Irlei Linizig (Secretário) e Basílio Rosinski (Tesoureiro).

Adolpho Bauer permaneceu à frente do Sindicato até 1983 e, sob sua direção, a entidade ampliou a sede, liberou outro Diretor para auxiliar o Presidente, contratou uma secretária e dois advogados, além de aprimorarem a assistência médica e odontológica; mantendo convênio com oftalmologista e distribuindo material escolar.

Donizal Lopes estabeleceu seus primeiros contatos com o Sindicato na função de responsável por homologações das rescisões trabalhistas da empresa onde trabalhava como gerente de Recursos Humanos. Ao receber convite de Bauer para ser seu sucessor ficou surpreso, pois jamais havia participado desse tipo de processo ou tinha qualquer experiência sindicalista. Mesmo assim aceitou o desafio e foi eleito. O contato com o então Presidente do Sindicato dos Gráficos, Gilberto Raut – que posteriormente foi eleito Presidente da Federação de sua categoria, assim como com Luiz Gin, então Presidente do Sindicato dos Papeleiros, trouxe a Donizal o embasamento necessário para compreender as lutas e ideologias político-sindicais.

As primeiras providências de Donizal como Presidente foram racionalizar os serviços providenciando a contratação de um funcionário e obtendo a liberação de três diretores. Adquiriram máquinas e outros equipamentos e acessórios, providenciaram uma pequena reforma na sede alugada. No segundo ano de sua primeira gestão dobrou o quadro de associados, que passou a dois mil. Em janeiro de 1986 providenciou expressiva extensão da base territorial do Sindicato, iniciou a expedição de boletins para remeter às bases e empreendeu negociações junto à classe patronal mais consistentes e de caráter reivindicatório em prol das aspirações da classe trabalhadora.

Em 1991 a abrangência da entidade era de 14 municípios situados em Curitiba e Região Metropolitana. O Presidente primou por trazer à direção do Sindicato representantes das três categorias: plásticos, químicos e farmacêuticos e adubos e fertilizantes; unificando as datas bases, todas para o mês de setembro, objetivando facilitar as negociações.

As gestões de Donizal foram marcadas pelo diálogo com os patrões fundamentado em pauta abrangente e decidida em assembleias realizadas com os trabalhadores; além de conquistas como da cesta básica, que representou a primeira vitória desse tipo de convenção. Entre os principais problemas que enfrentou estavam a não observância por parte das empresas no que tange à insalubridade e questões básicas relacionadas às condições de trabalho e, ainda, a falta de interesse de muitos trabalhadores da categoria.

Com Donizal à frente, o Sindicato foi informatizado, o setor de informação foi ampliado e criado um jornal informativo, adquiriram sede própria com 356m2, auditório para 120 pessoas, máquna fotocopiadora, som e fax. A estrutura assistencial também foi ampliada e melhorada, oferecendo atendimento médico conveniado com clínico geral, cardiologista e pediatra, atendimento odontológico e psicológico conveniado, atendimento jurídico e distribuição de material escolar para alunos até a 8ª série.

Em 1990, assumindo a Presidência pela quarta vez, Donizal já contava com Francisco R. S. Sobrinho como primeiro secretário e o Sindicato passou a ter Delegados representantes na FETIEP, que eram o próprio Donizal e Irlei Linzing.

As metas de estender a base, criar Delegacias Regionais nas principais cidades, construir uma sede recreativa, adquirir veículos e obter melhorias nos serviços oferecidos, inclusive os convênios, foram conquistadas nas três gestões vindouras em que Donizal seguiu à frente do Sindicato como Presidente. A última delas, iniciada em 2011, foi abruptamente interrompida pelo falecimento de Donizal, no dia 11 de junho de 2012.

O Sindicato passa a ser gerido pelo então vice-presidente Francisco R. S. Sobrinho que, no dia 12 de junho de 2012, responde como o novo Presidente da Entidade. Seu claro objetivo é o de dar continuidade às conquistas em prol dos trabalhadores e trabalhadoras nas indústrias químicas e farmacêuticas. Em pouco menos de dois anos Francisco Sobrinho alarga os horizontes do STIQFEPAR com árduo trabalho de negociações em prol dos trabalhadores e trabalhadoras nas indústrias químicas e farmacêuticas, realizando acordos, negociações e importantes conquistas.