Preços da cesta básica continuam subindo. Salário mínimo compra cada vez menos

De janeiro a outubro, Dieese apura aumento nas 17 capitais pesquisadas.

Quem ganha o piso nacional consome quase 60% da renda para adquirir os produtos

Com altas que superam os 30% em 12 meses, os preços da cesta básica têm aumento generalizado, em 2021, nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. Quem ganha salário mínimo consome quase 60% da renda líquida para comprar os produtos.

Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (5), apenas em outubro o custo médio da cesta básica aumentou em 16 capitais – a exceção foi Recife (-0,85%). As maiores altas foram registradas em Vitória (6%), Florianópolis (5,71%), Rio de Janeiro (4,79%), Curitiba (4,75%) e Brasília (4,28%).

No ano, o aumento vai de 1,78% (Salvador) a 18,42% (Curitiba). Já no acumulado em 12 meses, o preço médio da cesta básica sobe até 31,65% (Brasília). Três capitais têm acima dos 20%: Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%). Em São Paulo, a cesta aumenta 3,02% em outubro, 9,87% no ano e 16,43% em 12 meses.

Mínimo próximo dos R$ 6 mil

A cesta básica mais cara, no mês passado, foi a de Florianópolis: R$ 700,69. Com base nela, o Dieese estimou em R$ 5.886,50 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de uma família com quatro integrantes. Esse valor corresponde a 5,35 vezes o piso nacional (R$ 1.100). Em setembro, essa proporção era menor, de 5,14. A cesta menos cara foi a de Aracaju (R$ 464,17).

Além disso, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta aumentou para 118 horas e 45 minutos. Três horas e 43 minutos a mais do que no mês anterior. Quem ganha o salário mínimo gastou o equivalente a 58,35% de sua renda líquida para comprar os alimentos básicos, ante 56,53% em setembro.

Entre os produtos, a batata subiu de preço, em outubro, nas 10 capitais do Centro-Sul onde é pesquisa. O aumento variou de 15,51% (Brasília) a 33,78% (Florianópolis). “A chuva causou dificuldade na colheita e reduziu a oferta, o que elevou o patamar de preços no varejo”, comenta o Dieese.

Tomate tem alta de até 55%

Já o quilo do café subiu em 16 capitais. A alta chegou a 10,14% em Vitória e a 10,06% no Rio de Janeiro. “A geada do final de julho e a estiagem prolongada comprometeram a oferta do grão, o que levou à alta do preço no varejo. Houve ainda influência da baixa oferta global de café e das elevadas cotações externas.”

O quilo do tomate, por sua vez, também subiu em 16 capitais. Esse aumentou chegou a 40,16% em Brasília, 42,16% em Natal, 44,83% em João Pessoa e a 55,54% em Vitória. “A maturação lenta do fruto reduziu a oferta e os preços subiram”, diz o instituto.

O preço do açúcar aumentou em 15 capitais e o do óleo de soja, em 13, enquanto leite e manteiga subiram em 11 cidades. Já o preço do feijão diminuiu também em 11 capitais.

Fonte: Rede Brasil Atual

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