Do estresse ao burnout

Para Lazarus & Folkman (1984), o estresse sobrevém quando os recursos disponíveis estão aquém das demandas, isto é, a pessoa avalia que aquilo que lhe é solicitado, seja no plano físico, mental, emocional ou social, está além de suas capacidades.

Contudo, o estresse é um processo temporário de adaptação que compreende modificações físicas e mentais para que o organismo possa restabelecer seu equilíbrio.

A este processo, o psicólogo Walter B. Canon (1932) utilizou o termo homeostase, descrevendo como o corpo, através dos hormônios, preserva este estado de equilíbrio.

BURNOUT: A RESPOSTA AO ESTRESSE CRÔNICO

Diante de agentes estressores temos duas opções: ou enfrentamos ou fugimos. Para tanto, teremos que lançar mão dos nossos recursos (internos), de nossas energias. Assim todo o organismo se ativa para tentar fazer frente ao estressor.

Quando todos os recursos acionados fracassarem, diante das tentativas de enfrentamento, estaremos entrando na etapa do esgotamento podendo atingir um nível mais elevado (crônico) de estresse ao qual denominaremos de Burnout.

SÍNDROME DE BURNOUT

DEFINIÇÕES

Definida por Harrison (1999) como o resultado do estresse crônico, típico do cotidiano do trabalho, principalmente quando neste existe excessiva pressão, conflitos, poucas recompensas emocionais e pouco reconhecimento.

Burnout é um tipo de estresse ocupacional que acomete profissionais que trabalham com qualquer tipo de cuidado, havendo uma relação de atenção direta, contínua e altamente emocional com outras pessoas.

É considerado um fenômeno psicossocial constituído de três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixo sentimento de realização profissional (Maslach & Jackson, Shaufeli & Leiter).

ORIGEM DO VOCÁBULO BURN-OUT:

No jargão popular inglês: Burn-out se refere àquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia. É uma metáfora para significar aquilo, ou aquele, que chegou ao seu limite e, por falta de energia, não tem mais condições de desempenho físico ou mental.

Na língua espanhola, Burn-out significa “queimar-se pelo trabalho”: “(…) para manifestar que se perdeu a esperança pelo trabalho e que qualquer esforço destinado a fazer bem as coisas é pouco menos que inútil” (Pérez, 1997, p.9).

No Japão, têm-se denominado de KAROSHI a morte súbita, de proveniência coronária-isquêmica ou cérebro-vascular, provocada pelo excesso de trabalho.

Na saúde:  termo usado para definir um esgotamento físico e mental crônico causado pelo trabalho.

As várias denominações utilizadas para explicar o fenômeno Burnout:

Estresse Laboral (se dá no contexto do trabalho).

Estresse Ocupacional Assistencial (acrescenta o caráter de ajuda).

Estresse Profissional (ressalta a dimensão profissional na vida da pessoa).

Estresse Ocupacional (relacionado ao tipo de atividade desempenhada).

Síndrome de queimar-se pelo trabalho (adotada em alguns estudos espanhóis).

Neurose Profissional ou Neurose de Excelência (destaca os transtornos psíquicos agregados ao trabalho).

Síndrome de Esgotamento Profissional (é um dos fatores da síndrome, na medida que não considera a magnitude social desta).

Burnout: termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho.

OS PRIMEIROS RELATOS:

A adoção deste vocábulo já havia ocorrido a Brandley em 1969, propondo uma nova estrutura organizacional a fim de conter o fenômeno psicológico que acomete trabalhadores assistenciais, a que denominou de staff Burnout.

Entretanto, deve-se creditar a Herbert J. Freudenberger, a Cristina Maslach e a Susan Jackson a propagação e o interesse que se seguiu no meio científico a partir de seus artigos nos anos 70.

UM POUCO DA HISTÓRIA:

A maioria dos autores indicam o psicanalista Herbert J. Freudenberger como o primeiro a utilizar esta denominação em seu artigo Staff Burn-out, datado em 1974, para alertar a comunidade científica dos problemas a que os profissionais de saúde estão expostos em função de seu trabalho.

Freudenberger identificou os primeiros sintomas em profissionais que lidavam com pacientes psiquiátricos. “Um sentimento de fracasso e exaustão causado pelo excessivo desgaste de energia os atingiu, afastando-os das tarefas cotidianas”.

RECONHECIMENTO DA SÍNDROME NO BRASIL

O Ministério da Saúde, desde 1999, reconhece a síndrome como uma DOENÇA DO TRABALHO.

As leis brasileiras de auxílio ao trabalhador já contemplam esta síndrome: No decreto número 3048/99, de 6 de maio de 1996, que dispõe sobre a Regulamentação da Previdência Social, em seu Anexo II, que trata dos Agentes Patogênicos causadores de Doenças Profissionais, conforme previsto no Art. 20 da Lei número 8.213/91, ao se referir aos transtornos mentais e do comportamento relacionados com o trabalho (Grupo V da CID-10), no inciso XII aponta a Sensação de Estar Acabado (“Síndrome de Burn-out”, “Síndrome do Esgotamento Profissional”).

DIFERENÇAS ENTRE ESTRESSE E BURNOUT:

Origem:

O Estresse não tem necessariamente origem no trabalho e demanda medidas mais simples.

O estresse tem, geralmente, um  caráter agudo, é transitório e não necessariamente negativo.

    Burnout tem sua origem no trabalho e demanda medidas mais complexas (intervenções multidisciplinares).

É, portanto, um estado prolongado de estresse ocupacional e ocorre pela cronificação deste, quando os métodos de enfrentamento falharam ou foram insuficientes para superar as etapas do estresse.

O que ambos têm em comum:

Disforia e Desânimo: mudança no estado de humor e do ânimo da pessoa.

     O diagnóstico diferencial revela:

O Transtorno Depressivo implica uma maior submissão da pessoa à letargia (perda temporária da sensibilidade e do movimento)  e a prevalência dos sentimentos de culpa e derrota.

Resultado: rotina comprometida levando a pessoa, muitas vezes, a interromper o curso de suas atividades.

No Burnout: as pessoas apresentam sentimentos de desapontamento e tristeza. Sendo que a pessoa identifica o trabalho como desencadeante deste processo.

Resultado: Mesmo apresentando grande sofrimento,  a pessoa nem sempre se afasta do trabalho.

CARACTERÍSTICAS DA SÍNDROME DE BURNOUT:

Esta síndrome, ligada ao estresse crônico de origem ocupacional, é caracterizada por: exaustão emocional, apatia extrema, desinteresse pelo trabalho e lazer, depressão, alterações de memória e do humor, fadiga, enxaqueca, dores musculares generalizadas e distúrbios do sono.

Grupo de Risco: a enfermidade acomete principalmente profissionais que lidam diretamente com pessoas. Nesta categoria estão incluídos: professores, policiais, agentes penitenciários,  bombeiros, bancários e trabalhadores da saúde como médicos, enfermeiros, assistentes sociais e também os psicólogos e psiquiatras, expostos a situações de extrema pressão, jornadas de trabalho exaustivas, responsabilidade e frustração.

A PREDISPOSIÇÃO AO BURNOUT

GRUPOS DE RISCO

Pessoas centradas no trabalho, como os Workaholics que fazem das suas profissões o único objetivo de suas vidas. Consequência: ocasionam conflito pessoal intenso, tanto no ambiente de trabalho quanto na sua vida pessoal.

Pessoas com alguma predisposição psíquica. Ex: Indivíduos com traços de personalidade obsessiva. Os mais dedicados, os entusiastas, os idealistas, os mais sensíveis, também são mais suscetíveis ao Burnout.

Os profissionais que lidam diretamente com pessoas: devido a demanda do vínculo estabelecido e do investimento afetivo-emocional presente na relação  com o trabalho.

CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS:

A maior parte de portadores de Burnout tem uma urgência temporal no trabalho, uma velocidade excessiva quanto ao ritmo empregado.

São impacientes, competitivos e são demasiadamente comprometidos com o trabalho.

São sintomáticos, apresentando frequentemente sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, diarreias, cansaço crônico, palpitações, alergias, etc.)

São queixosos: demonstram, constantemente, insatisfação e desprazer. Não se contentam facilmente.

Em geral, são pessimistas.

PESQUISAS MAIS RECENTES EVIDENCIAM UMA SITUAÇÃO GRAVE NO CENÁRIO NACIONAL:

Cerca de 30% dos trabalhadores no País são vítimas do Burnout, segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association, entidade que estuda o estresse. Ou seja:

Três em cada dez profissionais brasileiros estão vivenciando mudanças comportamentais causadas pelo estresse crônico no trabalho.

Outro estudo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em educação, mostrou que 48% dos empregados na área sofrem com algum sintoma e 25% dos professores apresentam a síndrome completa.

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL PIONEIRO EM 01/09/08 REVELA:

“A Síndrome do Esgotamento no Trabalho gera importantes mudanças comportamentais no trabalhador que, apesar dos sintomas, não falta ao trabalho, mas passa a encarar as tarefas e os colegas com frieza e distanciamento. Despreza as conquistas e vê os novos desafios como inalcançáveis”.

“A eficiência também cai e, com frequência, sente-se péssimos por isso, mas não conseguem mudar este triste cenário. A chama do idealismo que o mantinha na luta se apaga e nada mais parece fazer sentido em sua atividade laboral”.

Principais causas do Burnout: baixos salários e longas jornadas de trabalho.

Um novo estudo revela: A falta de consideração e as injustiças cometidas no ambiente laboral motivados pela ausência de transparência sobre os valores corporativos.

As frequentes avaliações de desempenho, cada vez mais criteriosas, porém menos valorativas quanto ao reconhecimento dos potenciais do trabalhador.

Assédio Moral e recusa mal explicada de uma promoção, são, também, fatores determinantes no desencadeamento da síndrome.

OUTROS FATORES DESENCADEADORES DA SÍNDROME:

Verifica-se uma propensão ao Burnout em função:

  • da sobrecarga de trabalho.
  • do pouco tempo para o descanso e o lazer.
  • da ausência de tempo para a atualização profissional.

Levando à: insatisfação e insegurança nas atividades desempenhadas.

FATORES DESENCADEADORES DO BURNOUT EM EDUCADORES

A educação pode ser associada à Burnout devido ao alto nível de expectativa de seus profissionais que não pode ser totalmente preenchida.

Principais fatores:

  • Baixos salários.
  • Carga horária excessiva de trabalho para compensar os baixos salários.
  • Inexpressiva participação nas políticas e no planejamento institucional.
  • Escassos recursos materiais e didáticos.
  • Classes superlotadas.
  • Tensão na relação com os alunos.
  • Desrespeito e anulação da figura de autoridade (reflexo dos efeitos sociais nesta pós-modernidade)
  • Violência contra o professor.
  • Isolamento profissional”, dificultando a expressão de ideias e o compartilhamento das experiências com os colegas.
  • Ausência de um “Projeto de Vida Profissional” ou de Carreira: não examinam frequentemente seu sucesso profissional, sua competência e a satisfação que obtêm com ele.
  • Foco no trabalho rotineiro: esquecendo das atividades extraprofissionais e de lazer.
  • Ausência de estilo de vida saudável.
  • A preocupação em como fazer seu trabalho de forma a lidar com a pressão para a conformidade e a necessidade de adotar algumas práticas com as quais o professor não se identifica.

PRINCIPAIS SINTOMAS DO BURNOUT EM PROFESSORES

Professores com Burnout sentem-se emocional e fisicamente exaustos, estão frequentemente irritados, ansiosos, com raiva ou tristes. As frustrações emocionais provocadas por este fenômeno podem levar a sintomas psicossomáticos como insônia, dores de cabeça e hipertensão, bem como ao uso abusivo de álcool e medicamentos, incrementando problemas familiares e conflitos sociais. Em casos extremos, podem apresentar total perda da capacidade de trabalho.

Obs: Os sintomas da síndrome não são universais e dependem, também, das características individuais de cada pessoa e das circunstâncias em que essa se encontra.

A CONCEPÇÃO SÓCIO-PSICOLÓGICA

Segundo esta concepção, três fatores estão associados à “Síndrome de Burnout”:

A EXAUSTÃO EMOCIONAL (“não poder dar mais”): se refere a sensação de esgotamento tanto físico como mental, ao sentimento de não dispor mais de energia para absolutamente nada. De haver chegado ao limite das possibilidades.

A DESPERSONALIZAÇÃO (“não querer dar mais”): não significa que a pessoa deixou de ter personalidade, mas esta sofreu ou vem sofrendo alterações levando o profissional a um contato frio e impessoal com os usuários de seus serviços, passando a denotar atitudes de cinismo e ironia em relação às pessoas e indiferença ao que pode vir a acontecer aos demais.

A REDUZIDA REALIZAÇÃO PROFISSIONAL (“não conseguir se importar mais”): que evidencia o sentimento de insatisfação com as atividades laborais que vem realizando, sentimento de insuficiência, baixa auto-estima, fracasso profissional, desmotivação, revelando baixa eficiência no trabalho. Por vezes, o profissional apresenta ímpetos de abandonar o emprego.

A CONCEPÇÃO ORGANIZACIONAL

Baseados na Teoria das Organizações, para Golembiewski, Hiller & Dale (1987): o Burnout é a conseqüência de um desajuste entre as necessidades apresentadas pelo trabalhador e os interesses da instituição.

Cherniss (1980) dá protagonismo aos agentes estressores organizacionais como desencadeadores do processo de Burnout, alegando que: “as dimensões apresentadas na síndrome (exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização pessoal no trabalho) trata-se de mecanismos de enfrentamento”.

BAIXO INVESTIMENTO EM PROGRAMAS VOLTADOS PARA A SAÚDE DO TRABALHADOR:

“As empresas estão preocupadas, mas isso ainda não se traduz em ação”, afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR (Associação Integrante da “international Stress Management Association).

Apenas 5% das companhias oferecem programas de qualidade de forma regular a seus funcionários.

Ainda falta muito o que fazer nesta área.

A CONCEPÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA

Esta vertente prioriza o papel da sociedade na vida do indivíduo, uma sociedade cada vez mais individualista e competitiva.

Ocupações voltadas para a ajuda e o desenvolvimento do próximo, que se aproximam de uma perspectiva comunitária, são incompatíveis com os valores predominantes na sociedade atual.

Assim, os profissionais que trabalham diretamente com outras pessoas, assistindo-as, ou como responsáveis de seu desenvolvimento e bem-estar, encontram-se mais susceptíveis ao Burnout.

Burnout apresenta-se, em geral, em pessoas entusiastas e idealistas, que no contato com o mundo profissional vão mudando seu modo de ser e apresentando transtornos que acabam por interferir em nível pessoal, social e institucional.

O início da síndrome pode se dar, também, durante a fase acadêmica, no período de preparação ao trabalho.

FATORES DESENCADEADORES DO BURNOUT EM EDUCADORES

Do ponto de vista sócio-histórico:

O conceito de educação, a partir da lógica do modelo de instituição corporativa e empreendedora, tem adotado a crença neoliberal de que tudo é mercadoria e o mercado regula todas as relações. Assim, o estudante é o cliente e compra um serviço. A educação, hoje, é vista e gerenciada como um negócio rentável. Esta visão, baseada numa cultura de produção em massa, causa sérios prejuízos na relação professor e aluno.

Desta forma, a rápida transformação do contexto social, ocorrida nos últimos anos, tem gerado um aumento das responsabilidades e exigências sobre os educadores, no sentido de atender as expectativas e necessidades da sociedade atual que se encontra em constante processo de mudança.

O educador, diante deste novo cenário, se vê obrigado a uma mudança excessiva em um período de tempo demasiadamente curto.

SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR O BURNOUT: SINTOMAS FÍSICOS

Fadiga constante e progressiva.

Dores musculares ou osteomusculares: as mais frequentes são as dores na nuca e ombros. As dores na coluna cervical e lombar também possuem alta incidência. Por vezes, o profissional se vê “travado” por dias.

Distúrbios do sono.

Cefaleias, enxaquecas.

Perturbações gastrointestinais.

Imunodeficiência: diminuição da capacidade de resistência física, acarretando em resfriados e gripes constantes, afecções na pele, alergias, herpes, queda de cabelo.

Transtornos cardiovasculares: hipertensão arterial, palpitações, insuficiência cardiorrespiratória, até mesmo infartos e embolias.

Disfunções sexuais (diminuição do desejo sexual, dores nas relações e anorgasmia (em mulheres), ejaculação precoce ou impotência (nos homens).

Alterações menstruais.

SINTOMAS PSÍQUICOS

Falta de atenção, de concentração.

Alterações de memória: tanto evocativa como de fixação. Apresenta lapsos de memória; muitas vezes pára de realizar uma atividade que estava em curso por não saber mais por que a realizava, precisando retornar ao local ou momento anterior para tentar recordar-se. “O que foi mesmo que vim fazer aqui?”

Lentidão de pensamento.

Sentimento de alienação.

Sentimento de solidão.

Impaciência.

Sentimento de impotência.

Labilidade emocional.

Dificuldade de auto-aceitação, baixa auto-estima.

Astenia, desânimo, disforia, depressão: realizar uma atividade, mesmo que de pouca monta, é sempre custosa. Suas reações tardam mais que o habitual. Há um decréscimo do estado de ânimo, perda do entusiasmo, levando à disforia que, sem a devida intervenção, pode evoluir para uma depressão.

Desconfiança, paranóia: sentimento de não poder contar com os demais, que as pessoas se aproveitam de si e de seu trabalho, recebendo muito pouco ou nada em troca. Por vezes, a desconfiança se acentua levando à paranóia, crendo que os demais armam situações premeditadas apenas para prejudicá-lo intencionalmente.

SINTOMAS COMPORTAMENTAIS

Negligência ou escrúpulo excessivo: pode levar o indivíduo a causar ou ser vítima de acidentes no trabalho. Ou pode acarretar lentidão nas atividades justamente por se tornar detalhista no intuito de não incorrer a estes erros. Pode haver tendência a comportamentos obsessivos.

Irritabilidade.

Incremento da agressividade.

Incapacidade para relaxar: apresenta constante tônus muscular, rigidez, problemas de dores generalizadas. Não consegue relaxar em momentos de lazer, de férias, mesmo que se proponha a descansar, como se seu cérebro estivesse em constante atividade.

Dificuldade na aceitação de mudanças.

Perda de iniciativa.

Aumento do consumo de substâncias.

Comportamento de alto risco: pode vir a buscar atividades de auto risco, procurando se sobressair ou demonstrar coragem, como forma de minimizar o sentimento de insuficiência. Alguns autores salientam tratar-se de manifestação inconsciente no intuito de dar fim à vida, que vem sendo sentida como tão adversa.

Suicídio: existe maior incidência de casos de suicídios entre profissionais da área da saúde do que na população em geral.

SINTOMAS DEFENSIVOS:

Tendência ao isolamento.

Sentimento de onipotência.

Perda do interesse pelo trabalho (ou até pelo lazer): toda demanda de energia passa a ser custosa, principalmente quando se atribui a esta dificuldade que vem sentindo, quando se imputa a determinado contexto (trabalho) a manifestação da sintomatologia apresentada.

Absenteísmo: as faltas, justificadas ou não, passam a ser uma trégua, uma possibilidade de alívio na tentativa de minimização dos transtornos sentidos.

Ímpetos de abandonar o trabalho.

Ironia e Cinismo: funciona como uma ‘válvula de escape” de seus sentimentos de insatisfação e hostilidade para com os demais, na medida em que atribuía aos outros a sensação de mal-estar que vem experimentando em seu trabalho.

CONSEQUÊNCIAS DO BURNOUT:

Área social e afetiva:

Isolamento social: ruptura de laços de amizade e convívio social.

Divórcio: quando a família não suporta o incremento dos sintomas, além do ciúme da família ou do cônjuge em relação ao cliente e / ou trabalho.

No trabalho:

Diminuição na Qualidade: compromete a relação com o cliente (interno e externo), resultando em procedimentos equivocados, negligência, imprudência e imperícia.

Abandono do trabalho: índice elevado de abandono do trabalho, muitas vezes depois de anos de estudos e investimentos financeiros para tal.

Predisposição a acidentes: pela falta  de atenção e concentração.

Conseqüências Organizacionais:

Absenteísmo: aumenta o número de faltas no trabalho na tentativa de se livrar dos sintomas (busca de alívio).

Rotatividade: a pessoa muda de instituição ou de setor ocasionando a necessidade de remanejamento de pessoal ou nova contratação.

Baixa Produtividade: pelo estado de esgotamento, desatenção, lentidão ou excesso de escrupulosidade, irritabilidade e insatisfação.

Acidentes de Trabalho.

Prejuízo significativo: comprometimento da imagem de eficiência da organização; custos com os transtornos de saúde dos funcionários na contratação bem como no treinamento de novos funcionários.

COMO AVALIAR O BURNOUT:

Os questionários de auto-informe: têm sido os instrumentos mais utilizados para a avaliação do Burnout e, dentre estes, o MBI (Maslach & Jackson, 1981, 1986, 1996) vem sendo o mais empregado em todo o mundo, traduzido e adaptado a diversos idiomas.

Entrevistas psicológicas e psiquiátricas.

Obs.: Toda a avaliação é realizada com base nos três fatores multidimensionais: a Exaustão Emocional, a Despersonalização e a Realização Profissional.

COMO TRATAR O BURNOUT

O método tradicional envolve o uso de medicamentos associados a sessões de psicoterapia. Mas alguns hábitos também podem trazer benefícios importantes para o paciente, tanto no tratamento quanto na PREVENÇÃO do burnout:

  • Pratique meditação ou faça uso de técnicas de relaxamento.
  • Busque o autoconhecimento e  a mudança no estilo de vida por meio de PSICOTERAPIA.
  • Pratique terapias integradas, tais como: ioga, reike, shiatsu, massagem ayurvédica, entre outras.
  • Faça exercícios regularmente, de preferência, com orientação médica.
  • Estabeleça um ritmo de trabalho que não prejudique sua vida social.
  • Aprenda a delegar tarefas quando necessário.
  • Desenvolva a espiritualidade.
  • CUIDE-SE, lembrando que você é um SER ÚNICO e  INTEGRAL que precisa estar em HARMONIA PARA VIVER BEM.

 

“É MAIS IMPORTANTE SABER O QUE LEVOU A PESSOA A ADOECER DO QUE QUAL A DOENÇA QUE A PESSOA TEM”.

Patrícia Luiza Prigol
Psicóloga Clínica
CRP 07/08744
Fone: (54) 3028.4383
(54) 8121.8088

 

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