Centrais Sindicais e Movimentos Sociais reivindicam R$ 600 contra a fome que se expande no país

Conforme informa o Painel da Folha de São Paulo, presidentes das principais centrais sindicais do país vão a Brasília na próxima quarta (26), em ato inédito, entregar pessoalmente aos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma agenda legislativa com propostas que elaboraram em conjunto.

São 23 proposições, ao todo. Entre elas, a aprovação do auxílio emergencial de R$ 600 pelo tempo que durar os efeitos econômicos da pandemia.

Ainda segundo a Folha, eles também falam em medidas de proteção ao emprego. “Pela primeira vez, de forma unitária, as centrais sindicais têm uma proposta de resistência e atuação propositiva junto ao Congresso”, afirmou Sérgio Nobre, presidente da CUT.

Em artigo publicado nesse domingo na página da Força Sindical, Miguel Torres, presidente da entidade, afirma que “Milhões de brasileiros e brasileiras estão passando fome, sem emprego, renda e moradias dignas, e precisam urgente do auxílio de R$ 600. Deixá-los nesta situação de carestia é um crime, tanto quanto o genocídio das quase 500 mil pessoas por Covid no Brasil causado pelo negacionismo e pela incompetência do governo federal.”

“É um grande sinal de que os trabalhadores estão se organizando em defesa da democracia”, afirmou Ricardo Patah, presidente da UGT.

Para o presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), Antonio Neto, a agenda tem foco na defesa da vida, dos empregos e da democracia, “contra os ataques desse governo genocida”.

“O primeiro grande embate é a defesa do auxílio emergencial de R$ 600. Não podemos aceitar que o presidente em uma canetada aumente o próprio salário em mais de R$ 10 mil e para o povo ofereça R$ 150”, disse Neto.

“O recorde de lucros dos bancos em um cenário de penúria para a população brasileira é a evidência de precisamos mudar a rota. Nossas propostas visam colaborar com a retomada do desenvolvimento com um mínimo de dignidade social. Precisamos interromper esse contínuo ciclo de expansão da fome, da miséria e do desemprego”, concluiu o presidente da Nova Central, José Reginaldo Inácio.

Imprensa NCST com informações da Folha de São Paulo

Fonte: NCST

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