1º de maio: Emprego, direitos, democracia e vida

O tempo presente exige a unidade da nação, das suas instituições e organizações, para defender e fortalecer nossa democracia e seus instrumentos, impedindo todas as ameaças golpistas No Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, celebramos nossas lutas e apresentamos as propostas para o futuro. Em 1886, os trabalhadores nos Estados Unidos reivindicaram a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. Repressão, assassinato, pena de morte e prisão foram respostas autoritárias que exigiram novas etapas de lutas e novas bandeiras, como a liberdade e o direito de organização.

Quase um século e meio depois, a data celebra e remete a inúmeras conquistas, como os direitos trabalhistas, jornada e condições de trabalho, salário, proteção laboral e previdenciária. A organização sindical lutou para ter sistemas de relações de trabalho que tratem dos conflitos e das mudanças no mundo do trabalho por meio de negociação e, quando necessário, exercer seu direito de greve.

A luta do movimento sindical buscou a garantia da liberdade, a promoção do Estado Democrático de Direito e impedir recorrentes ímpetos autoritários nefastos com o propósito de cercear a liberdade e restringir os mais variados direitos.

No Brasil, o período recente vem marcado pelos retrocessos com a retirada de direitos e proteções, a promoção de empregos precários e vulneráveis, informalidade crescente e sem proteção previdenciária, ataques aos sindicatos e desvalorização da negociação coletiva.

Uma economia deprimida e rastejante entrega nossas riquezas naturais, destrói o meio ambiente, privatiza o patrimônio público para enriquecer o interesse privado, desindustrializa nosso sistema produtivo, enfraquece o Estado e as políticas sociais. O governo ataca as instituições, ameaça com golpes, negligencia a vida e a ciência.

As ameaças são reais em nosso país. A fome, a pobreza e a miséria massacram a vida de milhões; o desemprego gera desespero e tira a esperança de uma vida melhor; a carestia arrocha os salários; a violência e o negacionismo no enfretamento da pandemia matou centenas de milhares de brasileiros.

Nesse 1º de maio, convocamos os trabalhadores e as trabalhadoras para lutar pela superação das ameaças ao emprego, aos direitos, à democracia e à vida. Convidamos a sociedade a participar ativamente das mobilizações e manifestação para enfrentar os ataques e as ameaças e afirmar nossas propostas que estão da Pauta da Classe Trabalhadora lançada, recentemente, na Conclat (Conferência da Classe Trabalhadora).

A sociedade precisa estar atenta e não esquecer que, em regimes autoritários, os direitos são suprimidos, a liberdade cerceada e as desigualdades acirradas. Nossa unidade deve ser inquebrantável na defesa da democracia e da vida.

Nossa prioridade é ampliar a unidade e capacidade de fazer crescer a nossa força política para superar os ataques e ameaças aos direitos, à democracia e à vida. A participação de todos nessa luta é fundamental.

Nesse 1º de maio, queremos manifestar nosso direito de escolha sobre os rumos do país, fato que se materializa no processo eleitoral, que precisa ser livre e transparente, no qual o debate público e o voto devem consolidar a escolha do projeto de país que iremos construir daqui para frente, seus governantes e legisladores.

O tempo presente exige a unidade da nação, das suas instituições e organizações, para defender e fortalecer nossa democracia e seus instrumentos, impedindo todas as ameaças golpistas. O momento histórico exige construir e fortalecer uma Frente Ampla pela Democracia e pela Vida. Essa luta é nossa prioridade e para qual iremos somar forças.

Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores
Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Oswaldo Augusto de Barros, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores
Nilza Pereira de Almeida, secretária-geral Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente – Pública Central do Servidor

Fonte: Rádio Peão Brasil

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