Reforma trabalhista: tendência de voto na CCJ do Senado

O projeto de reforma trabalhista-sindical (PLC 38/17) deu mais um passo, nesta quarta-feira (21), com a leitura do parecer favorável do relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foi aprovado na semana passada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e rejeitado, na terça-feira (20), na de Assuntos Sociais (CAS).

ENTRE EM CONTATO COM OS MEMBROS DA CCJ DO SENADO

Numa análise prévia da composição da CCJ, cuja maioria é governista, mantida a lealdade dos integrantes da base, pode-se chegar à conclusão, em princípio, que o Planalto poderá ter 15 ou 16 votos favoráveis ao texto aprovado pela Câmara.

A oposição, que tem sido muito aguerrida no combate à matéria, pode ter 10 ou 12 votos. O comportamento dos integrantes do DEM é incerto, embora faça parte da base aliada. O senador Ronaldo Caiado (GO), tem tido uma postura oposicionista ao governo. E a senadora Maria do Carmo (SE), sequer votou na CAS.

A votação da matéria está prevista para a próxima quarta-feira (28). Antes, o colegiado vai realizar, na terça (27), duas audiências públicas. Uma pela manhã e outra à tarde.

Há duas vagas a serem preenchidas na CCJ. Uma de titular no Bloco Social Democrata (PSDB, DEM) e a outra de suplente no Bloco Parlamentar da Resistência Democrática (PDT, PT).

PMDB, PP e PSD

A vitória na CAS deu vitalidade e abriu mais possibilidades de derrotar o governo, desde que se amplie as articulações com os senadores do PMDB, PP e PSD. São destes partidos que podem sair os votos capazes de reverter a tendência de aprovação do projeto no colegiado.

A base, em particular, os integrantes destes três partidos no Senado estão inseguros quanto a continuidade do governo Temer e também se encontram em final de mandato. Por isso, estão sensíveis às pressões de suas bases eleitorais. Explorar essa contradição objetiva vai ajudar muito no trabalho contra a tendência de aprovação do projeto.

Sendo aprovado na CCJ, o texto segue para o plenário. Veja a seguir a tendência de voto de cada um dos senadores.

Quem deve votar a favor – 15 votos:

1) Edison Lobão (PMDB-MA)
2) Simone Tebet (PMDB-MS)
3) Valdir Raupp (PMDB-RO)
4) Jader Barbalho (PMDB-PA)
5) José Maranhão (PMDB-PB) – Jucá votará no lugar do senador
6) Antonio Anastasia (PSDB-MG)
7) Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
8) Ronaldo Caiado (DEM-GO)
9) Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
10) Armando Monteiro (PTB-PE)
11) Eduardo Lopes (PRB-RJ)
12) Magno Malta (PR-ES)
13) Wilder Morais (PP-GO)
14) Benedito de Lira (PP-AL)
15) Ricardo Ferraço (PSDB-ES) – cargo vago, do bloco PSDB-DEM

Quem deve votar contra – 11 votos:

1) Jorge Viana (PT-AC)
2) José Pimentel (PT-CE)
3) Fátima Bezerra (PT-RN)
4) Gleisi Hoffmann (PT-PR)
5) Paulo Paim (PT-RS)
6) Marta Suplicy (PMDB-SP)
7) Acir Gurgacz (PDT-RO)
8) Lasier Martins (PSD-RS)
9) Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
10) Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
11) Eduardo Braga (PMDB-AM)

Indefindo

1) Roberto Rocha (PSB-MA)

 

Fonte: Diap

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *