Miguel Torres, presidente interino da Força Sindical, afirma que mais desemprego está a caminho

Em texto divulgado hoje, Miguel Torres, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, presidente interino da Força Sindical e um dos coordenadores do Movimento Brasil Metalúrgico, exige que o governo Temer chame os representantes da indústria e da classe trabalhadora para debater amplamente a questão dos desempregos, explique à sociedade e não assine o acordo bilateral de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Segundo Torres, esse acordo irá aumentar ainda mais a atual crise econômica, colocando em risco milhões de postos de trabalho e destruindo os parques industriais do Brasil e demais países do Mercosul.


O acordo bilateral de livre comércio entre Mercosul e União Europeia citado por Miguel Torres pode ser fechado a qualquer momento e, se isto realmente ocorrer, como pretende o governo de Michel Temer, teremos na indústria nacional impactos altamente negativos, com uma nova invasão de produtos importados, queda de investimentos no setor, fechamento de inúmeras empresas e demissões de cerca de seis milhões de trabalhadores e trabalhadoras. A negociação prevê o fim da cobrança da taxa de 35% de importação dos produtos industrializados da União Europeia aos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) por 15 anos. Neste período, em troca de serviços e produtos industrializados da Europa, iríamos oferecer apenas nossas commodities industriais, que são os produtos de baixo valor agregado.

Companheiros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC explicam, por exemplo, que com o fim da taxa de importação, as montadoras de matrizes europeias que estão no Brasil, como a Volkswagen, Mahle e Mercedes, vão preferir produzir automóveis em seus países e mandar os carros prontos para o Brasil. Além das montadoras, o setor de autopeças e toda cadeia produtiva automotiva também serão fortemente atingidos pela medida. Pois, se a indústria automotiva reduzir sua presença no País, os segmentos de autopeças, partes e componentes, que hoje abastecem esta indústria, vão perder espaço e tornar-se praticamente desnecessários. Será um caos!

“Exigimos que o governo Temer chame os representantes da indústria e da classe trabalhadora para debater amplamente a questão, explique à sociedade o porquê de sua pressa nesta negociação feita por debaixo dos panos e, finalmente, não assine um acordo que irá aumentar ainda mais a atual crise econômica, colocando em risco milhões de postos de trabalho e destruindo os parques industriais do Brasil e demais países do Mercosul”, afirma o presidente interino da Força Sindical. “Assumimos, desde já, o compromisso de fazer uma ação unificada do movimento sindical, incluindo novas mobilizações do Movimento Brasil Metalúrgico, para alertar os parlamentares dos quatro países do Mercosul sobre o problema e pedir que não aprovem, caso seja assinado, este Acordo de Livre Comércio entre os blocos”, complementa ele.

“Não podemos aceitar que, em um cenário de intensa crise, com desemprego, ataque aos direitos e redução de investimentos em saúde, educação, ciência e tecnologia, o ilegítimo e nada patriótico governo Temer continue adotando medidas de lesa-pátria, vendendo nossas riquezas, penalizando o setor produtivo e a indústria brasileira, afundando a economia, impedindo a retomada do desenvolvimento e destruindo o futuro da Nação”, disse Miguel Torres.

Fonte: Diap

 

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